Aprendendo

A história sobre a história

Mais uma crítica que fiz para a facul. Estou totalmente in love com esse livro!  Thanks to Tami Tessari ♥

“Imagine acordar e descobrir que quase tudo o que você sabia sobre si mesmo não é verdade. É o que acontece com Julie Jacobs, no romance Julieta, de Anne Fortier (Sextante, 2010, 447 páginas, 39,90). Embora o título remeta diretamente a mais famosa história de amor (escrita por Shakespeare), ao decorrer do livro fica claro que não é uma releitura, mas sim uma história sobre a história.

Após a morte de sua tia-avó Rose, que adotou a ela e sua irmã gêmea Janice aos três anos, quando seus pais morreram em acidente de carro na Itália, Julie descobre que na verdade é Giulietta Tolomei, descendente de outra Giulietta Tolomei, quem teria inspirado William Shakespeare a escrever Romeu e Julieta. Juntamente a verdadeira identidade, Tia Rose lhe deixa uma chave e uma carta com instruções específicas para que ela vá até Siena, sua cidade natal, e encontre a herança que sua mãe lhe deixou. Começa, então, a aventura e descoberta de sua vida, identidade e amor.

A partir disso, Fortier desenvolve uma trama repleta de mistérios e claro, romance. A cada descoberta de Julie, a autora nos leva de volta a 1340, narrando os acontecimento da vida de Giulietta Tolomei e seu amor por Romeo Marescotti, que desencadeou a guerra entre os Tolomei e os Salimbeni, deixando o leitor na expectativa dos acontecimentos com Julie e com Giulietta, até que as histórias enfim convergem e Julie vê sua vida transformada, mais uma vez.

Sem saber exatamente por que, Julie é aficionada por Shakespeare e sabe todos os versos de sua obra, portanto aparecem a quase todo momento, seja nas falas dos personagens, ou como título de capítulos. Nota-se, também, que a protagonista se deixa guiar pelas palavras do Bardo, tanto que um dos personagens questiona se ela quer mesmo levar a vida de acordo com Shakespeare.

Fortier envolve o leitor na história de Siena, que se funde com a história dos personagens, através de cartas, diários, pergaminhos, mapas e os próprios personagens. A linguagem varia entre a contemporânea e a antiga, de acordo com o que está sendo contado, além de palavras e citações em italiano, o que proporciona à história ainda mais charme. A autora se baseia em fatos históricos, averiguados por sua mãe, para escrever o romance. Siena é descrita em detalhes e cada local citado no livro pode ser encontrado na cidade, tanto que no site do livro (mantido pela editora norte-americana Random House) há uma seção com fotos e descrições, que Anne faz através de Julie, sobre cada lugar. Claro que a autora apimentou e acrescentou detalhes a história, mas Shakespeare realmente se baseou na história do casal sienense para construir sua história, ambientada em Verona.

A estreante autora fez um trabalho extraordinário.  Sua narrativa, a amarração dos capítulos como presente e passado, a reflexão sobre os acontecimentos na vida dos personagens e os relacionamentos que se constroem levam o leitor a vagar entre a Siena de 1340 e a de hoje, levando a crer que, quando menos se espera, o que mais se deseja acontece.”

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Aprendendo, Inspira

Descobrindo o inesperado

Essa é minha primeira crítica. Fiz para a facul há algumas semanas e resolvi compartilhar, afinal, cultura sempre faz bem =)

Tá um pouquinho longa porque eu tinha um mínimo de caracteres pra escrever, sorry!

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Rue Grenelle, número 7, bairro de Saint Germain, Paris, França. É neste tradicional e luxuoso endereço que duas histórias surpreendentes se fundem. Renée é uma senhora de 54 anos com alma de adolescente. Viúva há mais de 20 anos, se esconde no estereótipo que sua profissão lhe impõe – é a zeladora do prédio e como ela mesma se descreve, é baixinha, gordinha, desprovida de beleza e ranzinza. E é assim que gosta de ser vista pelo mundo, para que possa ter paz para aproveitar sua grande paixão: os livros e as artes, além, é claro, de observar a todos os seus “patrões”, os ricos e fúteis moradores do prédio.

Outra notória moradora é Paloma, uma menina de 12 anos com alma de velha, que despreza o estereótipo que sua origem lhe emprega: filha do ministro da França, sua família é rica e tradicional, mas como ela mesma define, são fúteis e banais, que apenas existem e não sem importam em descobrir sentido na vida ou nas situações. Ao chegar a esta conclusão a jovem filósofa decide que vai acabar com a farsa em que vive – vai atear fogo no apartamento em que vive com a família e se suicidar no dia do seu aniversário de 13 anos.

A partir dessas personagens Muriel Barbery vai desenhando a história de forma leve e apesar dos traços filosóficos, é simples e de fácil compreensão, sem perder a profundidade e incentivo à reflexão. Aliás, a presença de citações de autores e filósofos é de extrema importância para entender a personalidade e o universo das personagens. Ao longo da história, nota-se que são almas gêmeas. Ambas são super dotadas de conhecimento e amantes das artes e literatura, mas por viverem em um ambiente avesso a isso, se escondem em seus quartos e são o que mais criticam nas pessoas que as cercam: fingem ser menos do que realmente são.

Apesar de serem tão parecidas, suas histórias só se cruzam com a chegada do misterioso, mas bem humorado japonês Kakuro Ozu, que percebe através do gato de Renée, Leon Tolstói, o que ela tanto tenta esconder – sua cultura e inteligência. Já a amizade entre Ozu e Paloma nasce através dos mangás, momento em que ele percebe sua genialidade.  A amizade entre as duas acontece de forma relativamente banal, porém inusitada no ambiente em que estão inseridas – Paloma vai até Renée para dar-lhe um recado e a partir disso começam a conversar e a conquistar a simpatia uma da outra.

Ozu, na verdade, foi um mecanismo utilizado pela autora para a salvação de ambas, com o qual o personagem (Sr. Ozu) delicadamente faz com que as duas almas gêmeas desabrochem e se abram para o mundo. O paralelo que se pode fazer é que a sociedade de forma geral é como Renée e Paloma. Todos vestem uma máscara e escondem suas verdadeiras intenções, pensamentos e idéias, sempre julgando ao outro, sem parar para conhecer e se importar com quem está à sua volta. Ozu seria aquele instante ou até mesmo o insight de que estão se fechando para mundo e as pessoas, ao invés de desabrochar para eles. O medo e as circunstâncias vividas levam à desconfiança e a auto discriminação, geralmente disfarçadas pelo estilo de vida agitado e consumista que a sociedade impõe.

É justamente este o ponto em que a fala de Paloma para descrever Renée é mais do que apropriada. Quando paramos para analisar e conhecer quem nos cerca, todos são como um ouriço – cheios de espinhos que formam uma fortaleza intransponível, que nos impelem a nos afastar, mas cheio de requinte e elegância por dentro, que nos cativa e faz desejar estar sempre por perto.

O livro, que foi lançado em 2006, é o segundo da autora Muriel Barbery, que vive no Japão desde 2008 e pode-se perceber em sua narrativa sua apreciação pela cultura do país em que vive atualmente. Apesar de “A Elegância do Ouriço” (Cia. Das Letras, 352 p.) não ser um livro que chame a atenção à princípio, a leitura vale a pena por sua narrativa leve e enredo surpreendente, que nos leva às mais profundas reflexões e emoções.

In love with, Inspira

With Everything

Tava querendo escrever este post há quase um mês, mas só tive tempo hj…

Na verdade, é só pra compartilhar essa música do Hillsong, que descobri há pouco e não consigo tirar da cabeça. O título é With Everything, do álbum This Is Our God, de 2008.

Meu coração deseja cada vez mais que a letra dessa música, que é praticamente uma oração, se torne totalmente verdade em minha vida!

Que seja verdade na vida de todos nós, cada dia mais! Que o nosso coração se inflame do desejo de sermos mais e mais a Noiva que Cristo vem buscar: pura, santa e imaculada!

Beijo enorme!

In love with, Inspira

In love with: Brooke Fraser

Fui apresentada a ela em janeiro, quando passei uma semaninha de férias na casa da Rê, uma de minhas melhores amigas, com a Bru e a Jana. A trilha sonora do quarteto durante toda a semana foi Brooke Fraser, integrante do Hillsong, que tem paralelamente seu ministério.

O que mais me encantou não foi sua voz ou o fato de ela tocar maravilhosamente violão e piano, mas a densidade, a complexidade e a verdade das letras de suas músicas.

Os álbuns solo são: Waht To Do With Daylight (2003) e Albertine (2006).

Não achei as histórias dos álbuns, mas a Rê contou que Brooke escreveu Albertine (música) depois de uma viagem à Ruanda, onde conheceu a pequena Albertine. Pra saber mais, ouve a música aqui.

Rê também contou que Brooke está passando uma temporada nos EUA pra compor seu terceiro álbum, ainda sem nome. O bacana é que dá pra acompanhar o processo criativo do álbum pelo blog e pelo twitter dela!

Além de “seu” próprio ministério, integra também o Hillsong e o Hillsong United, ministérios ligados à Hillsong Church Australia. Ah! E até a Mariana Valadão fez uma versão de Hosanna, que está em vários álbuns do Hillsong (do United também).

Minhas favoritas, pra citar só algumas, mas T-O-D-A-S valem a pena!

C.S.Lewis Song – Baseada nos livros de C.S.Lewis

Desert Song – Só assistindo pra entender!

Deciphering me

You’ll Come – Hillsong United

Que sejam impactados como eu fui ao ouvir essa músicas e conhecer a história dessa mulher maravilhosa, que tem se tornado referencial para nossa geração!

Beeeeeeijos

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Hello world!

Tá, vou aproveitar o título do próprio WordPress, já que é realmente a melhor introdução.
Há muito cogitava a possibilidade de criar um blog , mas sempre me freava com a sentença mais básica: não tenho nada pra escrever que seja interessante para alguém ler.
Mas hoje resolvi editar meu perfil do Orkut e o texto ficou tão grande e bacana pra ser um simples perfil de Orkut. E então, pronto, o insight aconteceu (além do insight do texto, é claro): vou ter que fazer um blog e colocar esse texto lá! Preciso dividir isso com alguém , não pode de forma nenhuma ficar só pra mim, salvo em uma de minhas pastas! Não tem problema se ninguém ler, algum dia vai fazer a diferença na vida alguém e, afinal esse é o meu projeto de vida: ser diferente e fazer a diferença!
Então pronto! um dia, esse texto pode mudar o dia de alguém! E é esse o objetivo.
O blog não será só textos assim. Vai ser um pouco de tudo, vou falar do que der vontade, quado der vontade, afinal, é isso o que um blog tem que ser: o meu universo, o que eu vivo, amo, me apaixono e odeio. Ainda tenho que aprender muuuuito a mexer nisso aqui, mas com o tempo tudo se ajeita!
Pra fechar, muito prazer, sou Tatiane (TATI, please!) Bueno, filha do Pai mais maravilhoso que pode existir – o DEUS Altíssimo, campineira, 18 anos recém completados, futura jornalista e este é o meu mundo.
Welcome!!