Já experimentou pra saber se gosta?

“Já experimentei mentalmente e não gostei.” “Tem que fazer algum sentido na minha cabeça.”  Frases como essas meio que definem como sou em relação à comida.

Eu sempre disse que o meu problema com a alimentação estava na minha cabeça. Afinal, não faz o menor sentido a pessoa passar vontade de comer alguma coisa e não conseguir sequer colocar um pedaço na boca para experimentar, descobrir se gosta do sabor, da textura…

E aí que há alguns meses entrei na vibe de me exercitar. Me matriculei na academia e tenho feito aulas todos os dias, além de uma bela caminhada matinal para ir trabalhar. Não é fácil, muitas vezes priorizo as atividades do dia a dia e deixo a academia pra lá. Só que descobri, para minha infelicidade, que fazer exercício não basta. Preciso dormir bem e me alimentar direito para ter os resultados que quero (não que eu já não soubesse disso, mas achei que conseguiria driblar esse “probleminha”). Eu nunca fui apegada a metas e nem estabeleci uma para essa minha nova vibe. As “musas fitness” da internet dizem que estabelecer metas e uma disciplina para alcança-las é motivador e necessário, mas comigo não rola assim. É uma mudança de vida e uma preocupação com a minha saúde, então tá sendo algo bem gradual, bem tranquilo. As únicas certezas que tenho são de que quero me alimentar de forma saudável antes de ter meus filhos (tenho então, pelo menos, 5 anos para isso) e  chegar aos 40 com o pique que têm Eva Mendes, JLo, Ivete e cia. Quero olhar no espelho e me sentir bem com meu corpo, saber que mesmo quando for velhinha terei pique pra algo além de assistir programa de artesanato na tevê.

Em 2013 comecei a trabalhar numa agência de comunicação especializada em agronegócio, assunto que eu conhecia tanto quanto a Rachel entendia os lances de paleontólogo do Ross: nada. E com uma chefe extremamente paciente, fui aprendendo ao poucos e conhecendo esse universo fantástico que está tão presente no nosso dia a dia e a gente nem sonha. Não, isso não fez com que a minha alimentação mudasse, mas aumentou a minha consciência ecológica e ambiental. Escrevendo uma matéria num dia qualquer, me deparei com o conceito slow food, que tem como filosofia melhorar a qualidade da nossa alimentação e arranjar tempo para a saborear; é uma forma simples de tornar o nosso cotidiano mais prazeroso, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção, os produtores.

Opa, peraê! Com isso eu me identifico! Comida boa, de qualidade, com consciência ecológica e social, que me traga benefícios e ao produtor também. Uma alimentação que seja degustada e não engolida, que seja com gente querida, com boa conversa e boa música. Agora sim estamos falando a mesma língua.

Claro que a ideia tinha que ter nascido na Itália! Embora ainda não tenha visitado o país para vivenciar por mim mesma, é senso comum que os italianos adoram uma boa e longa refeição. Claro que eles criariam algo que iria contra o ritmo insanamente acelerado dos americanos, os “gênios” inventores dos fast foods.

Não, isso ainda não significa que eu já estou comendo todas as frutas, legumes, verduras e cereais que preciso, mas estou caminhando no processo. E como citei no início, o meu problema é totalmente psicológico (sim, já considerei a terapia), então encontrar um conceito com o qual me identifico é um grande passo. Driblar o bloqueio da minha cabeça é meio caminho andado e eu vejo isso acontecendo aos poucos, quando começo a pelo menos considerar comer algo diferente do que estou acostumada.

Sei lá quando vou introduzir algo novo no meu cardápio. Espero que seja logo, porque descobri que vou ter que diminuir minha carga de exercícios se não comer o que meu corpo precisa e eu realmente tô pegando gosto por colocar meu corpo pra funcionar.

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